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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quimioterapia Diário

Dia 30 de janeiro de 2015


Hoje o dia foi bastante corrido para mim, por isso não vou entrar em muitos detalhes. Mas quanto à Sol, tirei o colar dela, para a bichinha é um alívio, mas logo depois que retirei ela mordeu uma verruga que tem na pata e ficou sangrando. A sarna continua persistindo, mas só tem um dia que dei a injeção de Cydectin, por isso tenho que esperar umas semanas para ver algum efeito. Mas o Andy melhorou do inchaço nos olhos de ontem para hoje depois da injeção. 
Fiquei sabendo que agora à tarde a Sol vomitou um pouco. Já fico preocupada pensando se ela vai vomitar mais. Pedi para dar um comprimido do Vonau prá ela. Daqui a pouco vou voltar prá casa e vejo como ela está. 
Hoje dei o Omeprazol, o Vonau e três comprimidos de Prednisona pela manhã, conforme prescrição médica.
Por hoje é só.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Quimioterapia Diário

Quimioterapia

Dia 27 de janeiro de 2015

Não vou ser muito invasiva quanto aos exames, dosagens, medicamentos porque não é essa a idéia desse diário. A minha idéia é registrar o tratamento da Sol e a receptividade do seu organismo a esse tratamento.
Assim que eu fui contactada pela Dra. Marta para iniciar o tratamento me coloquei à disposição para que a Sol receba o que de melhor haja no momento para que ela não sofra muito e que, de certa forma, aumentem as suas chances de vida e com qualidade de vida. 
Fui informada no dia 27 de janeiro de 2015 como será o tratamento, confesso que estava muito ansiosa, coração apertado, medo até.  Primeira coisa que ela me falou é que este tipo de câncer não tem cura.
Doeu ouvir que não há chances de cura. Mas, fica aquela esperança lá no fundinho do coração, fica a fé em Francisco de Assis e nos protetores dos animais do plano etéreo, que no caso dela a cura se faça, e que a doença seja afastada do organismo dela.
A médica me informou que usaria o Protocolo Wisconsin Madison* para o tratamento, que consiste em 25 semanas. As siglas VCD apareceram no papel escrito por ela. O que consiste isso?
V = Vincristina
C = Ciclofosfamida
D = Doxorrubicina

http://daveola.com/Zoo/Kodi/Health/Madison.html


Durante 25 semanas serão introduzidas essas medicações conforme instruções passadas por ela. O primeiro dia e primeira semana começou dia 27. Pedi a ela que colhesse uma amostra de sangue primeiro e que fizesse um hemograma completo. O primeiro medicamento inoculado foi o Vincristina via injetável, com soro fisiológico. É introduzido um cateter com o soro e por meio deste cateter ela injetou "Vonau" e após isso o Vincristina. Usou avental azul grosso e luvas para evitar contaminação. 
Outras instruções: O Omeprazol de 40 mg uma vez por dia, em jejum, durante cinco dias, o Vonau 8 mg, comprimido a cada 12 horas e o Prednisona 20 mg, 3 comprimidos por dia até a próxima etapa, após esse período dar 2 comprimidos até o dia 10 de fevereiro, o próximo retorno.

Recebi as instruções por escrito, e na próxima semana seria a fase C (Ciclofosfamida), essa é dada em casa mesmo, via oral, por quatro dias consecutivos, introduzindo via oral 1 comprimido de Genuxal e 1 cápsula de Ciclofosfamida uma vez ao dia, pela manhã. Além de dar 2 comprimidos de Prednisona uma vez por dia.

Dia 28 de janeiro de 2015

A Sol teve um dia considerado normal, após a aplicação da primeira dose de Quimioterapia. Acordou bem, alimentou-se normalmente e não teve vômitos.
À noite ela não estava muito bem, estava inquieta e percebi que estava com febre, bebia muita água também. Foi lá fora duas vezes durante a madrugada. Dei uma dipirona para ela e depois ela aquietou-se e dormiu.
Li vários artigos sobre tratamentos alternativos para Linfoma. Li também sobre alimentação e estou pensando em mudar a alimentação da Sol para algo mais natural e retirar a ração dela. Vou ler mais sobre o assunto.

Dia 29 de janeiro de 2015

Após uma noite agitada a Sol acordou bem disposta e foi lá fora para fazer as necessidades, mesmo com uma chuva que insistia em cair, choveu a maior parte da manhã nesse dia, ouviam-se raios e trovoadas a todo momento. Quando o tempo melhorou ela saiu e ficou um tempo fora. Dei os remédios receitados (Omeprazol, Vonau e Prednisona) e ainda apliquei 1,4 mg de Cydectin, pois a Sarna Dermodécica havia voltado e eu estava relutando em medicar, mas como estava incomodando muito a Sol e porque os pelos do focinho estão ralos e caindo e ela se coça muito, e o cheiro forte não passa, resolvi recomeçar esse tratamento. A Dra. havia dito que não teria problema em administrar. Vou testando. 
Um outro cachorro da matilha, o Andy, também há dias havia notado que a sarna havia voltado nele também, e hoje estava com os olhos inchados e avermelhados e os pelos caindo em volta dos olhos e do focinho. Esse também tomou o remédio para a sarna, ele já havia sido diagnosticado anteriormente, no ano passado, com essa doença. Não automediquei, apenas segui o que já havia sido prescrito. 
Eu não tenho o tempo que gostaria de me dedicar aos meus cães, porque trabalho fora e tenho minhas responsabilidades oriundas do meu trabalho, meu ganha pão, por isso, às vezes eu adio a ida ao veterinário e com a experiência que ganhei nesses anos tenho acertado aqui e ali. 

Pela manhã a Sol havia feito um xixizão na sala, muito xixi. Pela madrugada também fez bastante xixi, o Chico aproveitava também para sair. A noite não foi sossegada não.




quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sol diagnosticada com Linfoma

Linfoma


Um capítulo triste da minha vida e da Sol, meu sol, minha amiga querida...


Quando finalmente foi diagnosticado o linfoma eu parei para entender o que estava acontecendo. Fiquei pensando comigo, quanto eu daria para não se confirmarem as suspeitas dos médicos veterinários do Hospital Veterinário Clemenceau, Brasília/DF. 

Vou começar essa história voltando no tempo. Desde janeiro de 2014 percebi que a Sol estava com as patas dianteiras com uma espécie de alergia, estavam inchadas, avermelhadas e úmidas. Levei-a numa consulta comum de veterinário, mas a médica que a atendeu passou um remédio qualquer para alergia, e deu uma injeção. Voltamos para casa. Passaram alguns dias e nada de melhora. Já estávamos em fevereiro. Fui num final de semana e fui atendida por outra veterinária que achou estranho não ter melhorado. Mas continuei com o tratamento, sem melhoras. Retornei novamente e pedi para que a Dra. fizesse um raspado para saber se não seria fungo. Ela o fez a meu pedido e constatou que se tratava de sarna dermodécica*, que é um tipo de sarna não transmissível e que desencadeia quando o organismo do animal está vulnerável, as defesas estão baixas.

*A sarna demodécica (popularmente conhecida como “sarna negra”), é uma doença causada por um ácaro chamado Demodex canis. Este tipo de sarna não é contagiosa (ou seja, não é transmitida pelo contato direto com um cão doente). Existe uma predisposição genética para doença, que pode ser herdada da mãe, pai ou ambos, portadores da doença. Trata-se por tanto de uma doença hereditária.
Fonte: http://www.portalnossomundo.com/site/saude/demodecica.html (28.01.2015)

Foi receitado um remédio via oral, Mectimax, o qual consegui administrar apenas por dois dias, porque ela teve reação com enjôos e vômitos, então tive que suspender o tratamento. 
A seguir fui encaminhada ao especialista, dermatologista, o MV Dr. Gustavo Seixas, que fez exames de sangue e de raspado constatando mais uma vez que ela estava com sarna dermodécica, indicando o tratamento desta vez com o medicamento Cydectin que seria administrado via injetável que eu deveria fazer a cada três dias, utilizando 1,5 mg do medicamento via intradérmica. Com um mês de tratamento já se pode ver o resultado, o odor característico da sarna passou (cheiro de queijo azedo), o pelo voltou a crescer, pois a sarna havia espalhado pelo corpo dela, e com três meses de tratamento ela foi curada.
Mas, o médico não estava satisfeito, apesar da cura, pediu que eu procurasse a Dra. Priscila Clemente, endocrinologista do mesmo hospital, pois achou estranho a Sol apresentar esses sintomas aos 8 anos de idade.
Foi feita uma bateria de exames: exames de sangue, exames que foram para São Paulo, capital, para saber se ela estaria com hipotireoidismo, ecografia do abdômen total, eletrocardiograma, raio X digital. Ao final não foi constatado hipotireoidismo como imaginara a dra. mas num dos exames de sangue os Leucócitos estavam muito altos, o normal é até 13.000, mas no caso dela estava em 23.000, uma das coletas, outra constou 27.000, preocupante...
A dra. Priscila achou fez mais um exame, o de medula, foi puncionado líquido da medula e encaminhado para exame de uma especialista em Brasília que verificou que os linfócitos estavam muito altos indicando se tratar de câncer linfócito, ou linfoma. Ela me encaminhou para a oncologista do hospital, a Dra. Marta Rocha, para fazermos mais exames. 
(Eu sempre tive fé que ela não teria nada de sério que seria só uma suspeita infundada.) 
Chegou o dia da consulta e a médica muito simpática nos atendeu. Fez várias apalpações com duas assistentes e verificou que os linfonodos estavam alterados, aumentados de volume, me mostrou e pude apalpar também, disse que só com outros exames poderia ter o diagnóstico completo. Foi feita uma punção de dois linfonodos e seriam encaminhados para biópsia. Passados alguns dias o resultado foi inconclusivo para linfoma. Voltamos lá novamente e a Sol fez novos exames, de sangue e a punção dos linfonodos. Mais espera. Mais alguns dias e ligações, whatsapps, e finalmente de novo os exames deram inconclusivos. 
Até que um dia ela teve um comportamento estranho, (até aquele momento ela sempre esteve bem, desde o episódio da sarna, comendo bem, urinando, defecando, o comportamento normal, alegre, um pouco mais sonolenta por conta da idade, mas nada de anormal), ela de repente um dia pela manhã não conseguia levantar, eu insisti e ao levantar-se ela ficou torta seu corpo ficou no formato de um C ela não conseguia ficar reta, e só conseguia andar de lado, muito estranho. (Eu me considero uma pessoa muito forte, pois já passei por diversas agruras na vida, já fui testada e retestada várias vezes, mas confesso que desta vez eu fiquei muito preocupada).
Aí começou o drama, pois eu não conseguia falar com a médica, pois é muito ocupada com a sua profissão, mas eu fiquei muito assustada, coloquei-a no carro mesmo sem conseguir falar com ela e fui para o hospital, larguei tudo prá trás, os outros cães ficaram até sem comer. Chegando lá eu consegui localizar a dra. Marta e nesse momento a Sol melhora, como por milagre, ela fica bem, desce do carro sem dificuldades, fica reta, senta, sorri como ela sempre sorri e a médica vê isso e acha que eu exagerei. Fico puta quando isso acontece, cheguei lá e nada. Mas eu havia gravado tudo e mostrei a ela. O que a médica fez? Nada. Me mandou de volta prá casa e marcou para fazer de novo os exames dos linfonodos, mais punção.
A Sol fez mais uma punção e dessa vez teve que repetir o exame, pois não foi bem coletado, então mais seringas e mais sofrimento. De novo, o resultado foi inconclusivo, não sei onde estava o erro se no laboratório ou na forma de puncionar o linfonodo. 
Resolvi dar um tempo, pois o ano de 2014 estava acabando e eu estava super atarefada no meu trabalho.
Mas em dezembro ainda houve nova crise, não levantava e ficava em forma de C, andando para o lado. Foi um domingo, tinha visitas em casa, minha mãe e uma moça passando roupas. Eu fiquei esperando se ela melhorava, mas não ocorreu melhora. Dei almoço para as pessoas, almocei e fui no plantão e por sorte era uma médica conhecida a Dra. Ana Paula que atendeu a Sol superbem, muito carinhosa com ela. Ficou preocupada e fez exames de apalpação, sangue e ecografia do abdômen. Logo de cara no exame de sangue os leucócitos já estavam na casa de 62.000 uma alta muito considerável. Eu gelei. Meu Deus! O que fazer? A dra. pediu que viesse uma outra médica para fazer a ultrassonografia. Como eu tinha visitas deixei a Sol no hospital e fui prá casa. Eu tinha que levar as visitas de volta, minha mãe é uma senhora de 80 anos e não dirige. 
De volta ao hospital tive a notícia que foram encontrados vários tumores no baço da Sol e que a indicação seria a retirada deste. Que ligasse na segunda-feira para marcar consulta com a Dra. Marta Rocha, oncologista, para marcar a cirurgia. Consulta marcada e consulta feita, desta vez com dois exames mais preocupantes ainda. Foi decidido que o melhor seria fazer nova coleta de material da medula óssea, punção dos linfonodos antes da cirurgia. E assim foi feito, o resultado, por incrível que pareça deu novamente inconclusivo, mas dessa vez a estratégia foi outra, seria feita a cirurgia de retirada do baço e de um dos linfonodos para biópsia. 
Dia 13 de janeiro de 2015 a Sol foi operada com sucesso, o baço foi retirado e o linfonodo da perna esquerda na traseira e ambos foram encaminhados para o laboratório. 
No dia seguinte ela saiu do hospital muito bem.

Fotos abaixo da Sol no dia 14 de janeiro de 2015







Comprei todos os remédios necessários para o pós operatório e dei por um dia apenas, pois ela vomitou quatro vezes seguidas no dia 15 de janeiro. Voltei ao hospital e a médica deu Cerenia, mas ainda assim ela vomitou duas vezes. Suspendi a medicação e não dei mais, só o Vonau, 8 mg, anti emético.

Dia 20 de janeiro obtive o resultado por telefone, após tentar falar com a dra. por várias vezes, que a Sol tinha finalmente um diagnóstico: tinha Linfoma e que o tratamento adequado seria a Quimioterapia.

Sol, Eu e a Lara atrás de mim

Lara atrás e em detalhe Sol e Meibe Mariane